MARCOS BENJAMIN
Nanuque MG 1952.

Escultor, pintor, cartunista, designer gráfico, ilustrador, desenhista e cenógrafo. Aprende na infância a lidar com ferramentas e madeira, na molduraria paterna. Autodidata, inicia seus trabalhos como cartunista e artista gráfico em 1969, em Belo Horizonte. Em 1971, colabora com charges e ilustrações para jornais. É co-autor das revistas de humor e quadrinhos Meia Sola, Humor Daz, Uai, O Novo Humor do Pasquim e Antologia Brasileira do Humor. Em 1972, o pintor Manfredo de Souzanetto (1947) apresenta-o aos artistas Lotus Lobo (1943) e Décio Noviello (1929), e ao colecionador Gilberto Chateaubriand, que adquire cerca de sessenta dos seus desenhos de humor. De 1972 a 1981, participa de salões de humor e de história em quadrinhos, no Brasil e no exterior, e recebe vários prêmios. Em 1976 realiza um de seus primeiros objetos escultóricos. No ano seguinte, recebe o grande prêmio no International Cartoon Exhibition, em Atenas, Grécia; volta para sua cidade natal e passa o ano fazendo brinquedos para seus filhos e reproduções de bichos com a utilização de materiais recicláveis e orgânicos. Em 1979, participa de uma viagem ao Vale do Jequitinhonha em companhia de artistas, poetas, músicos, pintores e cineastas. Na década de 1980 dedica-se a produzir objetos e instalações, além de criar cartões de humor e ilustrações para Thomas de La Rue e para Editora Civilização. Em 1983, em Belo Horizonte, publica com Priscila Freire o livro de imagens poéticas Conversa de Corpo, pela Editora Minguilim. Em 1988, monta ateliê com Patrícia Leite, Humberto Guimarães e Isaura Pena, e faz cenografia para os espetáculos teatrais Uakti e Mulheres, do Grupo Corpo. Inicia então a fase dos objetos em grandes escalas e dimensões.